Por vezes que nestes últimos quatro meses tenho vivido só para ti. Acordo a pensar em ti, Durmo a pensar em ti. Trabalho (?) a pensar em ti, Modelo os meus actos a pensar em ti. Entraste na minha vida de repente sem pedir autorização e foste ficando como se fosse a coisa mais natural do mundo. Nunca tivemos fronteiras, nem preconceitos. A tua maneira simples contrapôs a minha mente complicada. Derrubaste os meus receios e expuste as minhas fraquezas e os meus mais secretos desejos.
Agora que saiste o que faço com tudo isso? Continuo a sentir e principalmente sinto a tua ausencia. Fiquei sem ar.
Nao te posso pedir para voltar, pois nunca foste meu.Mas sabes quantas vezes me apeteceu fazer isso hoje?
sofia
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
abraço
Tento manter-me à tona das emoções. Não pensar em ti. Não sentir a tua ausência. Sorrir e pensar em coisas boas.
Mas o que eu queria mesmo era um abraço teu. Acho que aí me iria sentir segura e protegida.
sofia
Mas o que eu queria mesmo era um abraço teu. Acho que aí me iria sentir segura e protegida.
sofia
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Cântico negro - José Régio
Cântico negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régii
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Chegou o Outono
O Verão passou contigo no pensamento. E agora chegamos ao Outono. Será que te vou esquecer?
sábado, 22 de setembro de 2012
Régua
Quando terminei o mestrado deixei a cidade onde tinha feito os estudos e regressei à terra onde estava a trabalhar nessa altura.
Para mim naquela altura não foi apenas terminar uma fase. Foi mudar de cidade, de vida. Deixar de conviver diariamente com amigos e passar a viver sozinha, Foi mudar de projecto sem saber o que me esperava a seguir. Foi seguir para a frente sem olhar para traz. Sem me despedir. pois seria muito dificil não chorar. Por isso sai muito cedo e conduzi sem parar até chegar à Regua.
Ao chegar aí, parei e encarei o rio Douro como a fronteira entre as duas margéns da minha vida. A que ficou e a que ía começar.
sofia
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
talvez
Quero pensar em coisas boas, ser optimista para variar:
Se estamos afastados neste momento, é porque um dia estivemos próximos. E isso foi bom, Talvez um dia nos entendamos ou então eu consiga perceber o porquê de teres entrado na minha vida. Talvez o nosso afastamento não seja definitivo, mas um simples até já. Talvez estivessemos a fazer menos bem um para o outro e seja necessário repensar antes que nos magoemos.
Talvez o meu trabalho não esteja a correr assim tão mal. E ainda consiga ter resultados bons. Tenho de me esforçar. Não posso deixar que o desânimo se instale.
Talvez eu esteja apenas a ser infantil.
sofia
Se estamos afastados neste momento, é porque um dia estivemos próximos. E isso foi bom, Talvez um dia nos entendamos ou então eu consiga perceber o porquê de teres entrado na minha vida. Talvez o nosso afastamento não seja definitivo, mas um simples até já. Talvez estivessemos a fazer menos bem um para o outro e seja necessário repensar antes que nos magoemos.
Talvez o meu trabalho não esteja a correr assim tão mal. E ainda consiga ter resultados bons. Tenho de me esforçar. Não posso deixar que o desânimo se instale.
Talvez eu esteja apenas a ser infantil.
sofia
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