Estou com medo. Medo de perder o emprego que tenho desde 2005. Era nova e abracei esta função com todas as minhas forças. Empenhei-me de tal forma que acho que não sei fazer mais nada. Acho que deixei passar muitos momentos de lazer e agora sinto-me só.
Tenho medo de falhar. Mas isso sempre tive. Penso nas coisas com sucesso que já fiz, mas sei que diminuo tudo com o medo que tenho de enfrentar o amanha.
Deixo que as pessoas me magoem. Mas isso não pode ser.
Tenho de recuperar a confiança em mim.
Tenho de ser positiva e acreditar. Acreditar em mim, Acreditar que os outros não me odeiam. E que se assim fôr isso não tm importância. Acreditar que sou capaz de ultrapassar as dificuldades. Acreditar que tenho de me valorizar. Acreditar.
sofia
domingo, 27 de novembro de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
memórias de maio
Por vezes o passado cola-se na nossa pele. Parece que revivemos tudo outra
vez e que em vez de sentirmos o presente voltamos a viver as mesmas emoções
embora com anos de diferença.
Sentimos cada momento, como se o intervalo de tempo que decorreu não
tivesse importância nenhuma.
Em 22 anos estudei imenso, mudei de cidade, viajei, conheci pessoas,
iludi-me e desiludi-me mas nada disso parece importar quando chego a 1 de Maio
e por coincidência e Domingo.
Volto a ouvir a minha mãe na hora do lanche a chamar por mim e a dizer que
o Ayrton Sena morreu. Volto a sentir o carinho da dona M. quando me voltas
costas, sem eu ainda perceber porquê, a dizer-me que não me preocupe que ela
acompanha-me a casa. Volto a sentir a tristeza por não saber de ti e perceber
que o meu melhor amigo se afastou. Volto a sentir a feira das cantarinhas não
como a feira das cerejas que o meu avô me dava na infância, mas como o peluche cor-de
rosa do teu amor da adolescência.
sofia
terça-feira, 26 de abril de 2016
Escavação
Numa ânsia de ter alguma cousa,
Divago por mim mesmo a procurar,
Desço-me todo, em vão, sem nada achar,
E a minh'alma perdida não repousa.
Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente à fôrça de sonhar...
Mas a vitória fulva esvai-se logo...
E cinzas, cinzas só, em vez do fogo...
- Onde existo que não existo em mim?
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Um cemitério falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bôcas esmagadas -
Tudo outro espasmo que princípio ou fim...
Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'
19 Mai 1890 // 26 Abr 1916
Divago por mim mesmo a procurar,
Desço-me todo, em vão, sem nada achar,
E a minh'alma perdida não repousa.
Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente à fôrça de sonhar...
Mas a vitória fulva esvai-se logo...
E cinzas, cinzas só, em vez do fogo...
- Onde existo que não existo em mim?
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Um cemitério falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bôcas esmagadas -
Tudo outro espasmo que princípio ou fim...
Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'
19 Mai 1890 // 26 Abr 1916
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
um pouco de calma
Não sou nem melhor, nem pior que os outros. Sou apenas eu. Uns dias calma e de bem com a vida. Uns dias apavorada a pensar no que de mal pode acontecer. Hoje é um desses dias. Tremo só de pensar que não sou suficientemente boa para manter este emprego. Tremo de pensar que não faço o suficiente. Tremo de pensar que sou uma decepção para toda a gente que me rodeia.
Deixei que entrassem na minha cabeça as críticas que estou à espera de ouvir. Algumas serão justas, outras nem por isso. Mas neste momento gasto as minhas energias numa defesa antecipada.
Só queria um pouco de calma.
sofia
terça-feira, 22 de setembro de 2015
poemas que gostava de ter escrito
Quase um Poema de Amor
"Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor. "
Miguel Torga, in 'Diário V'
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor. "
Miguel Torga, in 'Diário V'
domingo, 13 de setembro de 2015
banda sonora do dia
https://www.youtube.com/watch?v=mzYE8U5SrTw
"....
E durante isso tudo ela me oferece proteção
Muito amor e afeição
Esteja eu certo ou errado
E correnteza abaixo
Onde quer que isso possa me levar
Eu sei que a vida não me arruinará
Quando eu vier chamar ela não me abandonará
Estou amando anjos em vez disso"
"....
E durante isso tudo ela me oferece proteção
Muito amor e afeição
Esteja eu certo ou errado
E correnteza abaixo
Onde quer que isso possa me levar
Eu sei que a vida não me arruinará
Quando eu vier chamar ela não me abandonará
Estou amando anjos em vez disso"
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