Hoje completas mais um aniversário. Nem me lembro quantos anos fazes. Deixo-me consumir por esta saudade que sinto e em que mergulhei desde que deixamos que a vida nos afastasse.
Sempre acreditei que a nossa amizade era indestrutível. Afinal passamos por tantas provas. Eramos irmãs porque assim tínhamos escolhido ser.
Sempre foste o meu exemplo. A pessoa a quem eu ligava porque me apetecia ouvir uma voz doce, uma forcinha como tu me dizias. Se calhar por não ter essa forcinha é que tenho feito tantos erros e ando por aí à espera que o mundo se torne um lugar melhor. Eras exigente comigo. Como sempre foste exigente contigo. Por isso sentia tantas vezes que te desiludia e que não era nem de longe nem de perto a pessoa que tu tinhas sonhado que eu fosse. Talvez por isso não tenhas vindo quando eu precisei da tua aprovação. Não era suficientemente importante para tu vires, mas era o mais importante para mim.
Hoje não te vou telefonar, nem enviar mensagens.
Vou apenas pensar em ti com todo o carinho do mundo e enviar-te toda a luz e energia positiva que conseguir.
Se calhar nunca mais nos iremos ver. Nem falar. Nem abraçar. Mas serás sempre minha irmã.
sofia
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Ontem fui ver uma exposição em que os poemas de Sophia davam o mote para as ilustrações.
"O mar dos meus olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma"
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma"
Sophia de Mello Breyner Andresen
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