quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

poemas que devemos ler


É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sem
tir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda 

domingo, 11 de dezembro de 2016


"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
 
Fernando Pessoa
 
Objetivos para a semana; Manter a esperança, manter o foco nas coisas boas que a vida nos dá. Manter o humor. Manter o sorriso, levantar a cabeça e enfrentar o mundo.
 
Sofia
 

domingo, 27 de novembro de 2016

Estou com medo. Medo de perder o emprego que tenho desde 2005. Era nova e abracei esta função com todas as minhas forças. Empenhei-me de tal forma que acho que não sei fazer mais nada. Acho que deixei passar muitos momentos de lazer e agora sinto-me só.
Tenho medo de falhar. Mas isso sempre tive. Penso nas coisas com sucesso que já fiz, mas sei que diminuo tudo com o medo que tenho de enfrentar o amanha.
Deixo que as pessoas me magoem. Mas isso não pode ser.
Tenho de recuperar a confiança em mim.
Tenho de ser positiva e acreditar. Acreditar em mim, Acreditar que os outros não me odeiam. E que se assim fôr isso não tm importância. Acreditar que sou capaz de ultrapassar as dificuldades. Acreditar que tenho de me valorizar. Acreditar.

sofia

terça-feira, 3 de maio de 2016

memórias de maio


Por vezes o passado cola-se na nossa pele. Parece que revivemos tudo outra vez e que em vez de sentirmos o presente voltamos a viver as mesmas emoções embora com anos de diferença.

Sentimos cada momento, como se o intervalo de tempo que decorreu não tivesse importância nenhuma.

Em 22 anos estudei imenso, mudei de cidade, viajei, conheci pessoas, iludi-me e desiludi-me mas nada disso parece importar quando chego a 1 de Maio e por coincidência e Domingo.

Volto a ouvir a minha mãe na hora do lanche a chamar por mim e a dizer que o Ayrton Sena morreu. Volto a sentir o carinho da dona M. quando me voltas costas, sem eu ainda perceber porquê, a dizer-me que não me preocupe que ela acompanha-me a casa. Volto a sentir a tristeza por não saber de ti e perceber que o meu melhor amigo se afastou. Volto a sentir a feira das cantarinhas não como a feira das cerejas que o meu avô me dava na infância, mas como o peluche cor-de rosa do teu amor da adolescência.
 
sofia

terça-feira, 26 de abril de 2016


Escavação

Numa ânsia de ter alguma cousa,
Divago por mim mesmo a procurar,
Desço-me todo, em vão, sem nada achar,
E a minh'alma perdida não repousa.

Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente à fôrça de sonhar...

Mas a vitória fulva esvai-se logo...
E cinzas, cinzas só, em vez do fogo...
- Onde existo que não existo em mim?

. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .

Um cemitério falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bôcas esmagadas -
Tudo outro espasmo que princípio ou fim...

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'  
19 Mai 1890 // 26 Abr 1916